sábado, 23 de agosto de 2014

Acabou a energia e agora José?

"[...] A luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou [...]" (Drummond)
   
A bateria do celular já estava em seu fim, a televisão desligou-se bem na hora do melhor programa, o  download no PC não tinha sido concluído , a caixa acústica do som a pilha estava com defeito... Instaurou-se um caos silenciado após a pergunta: O que fazer? O único som natural que se ouvia era a do incansável grilo com sua música monotônica ... As velas foram acesas , na rua escutavam-se os vizinhos saindo de suas casas indo até as calçadas dos conhecidos, os que tinham coragem de ficar conversando sobre a falta de energia, entre outros assuntos puderam vislumbrar a luz da lua que apesar de ser emprestada pelo reflexo da luz do sol clareou o palco das histórias que ali se firmavam, sem falar nos pequenos cristais das estrelas ... 
Semida Lopes

Este pequeno texto é de minha autoria, com um único empréstimo do poema  de Carlos D. de Andrade iniciando o texto ... Enfim com o nosso costume de esta arrodeados pelos benefícios dos meios tecnológicos fica complicado quando tudo de repente  paralisa ... E com celular descarregado , então? Essa pequena situação deve ter sido vivenciada por muitos ... E assim volta-se naquela velha roda de conversas que ora foi distanciada pela entrada de outros aparelhos que muitas vezes nos deixam isolados.   

3 comentários: