sexta-feira, 22 de julho de 2022

 O bom filho a casa retorna ...

[10.000 anos depois ]

Salve!, Salve! 

Depois de 5 anos , tirando a poeira, as teias de aranhas, enfim  saindo das catacumbas!

Este blog virou bola de feno ao longo destes aninhos ... 

ainda se usa blogger? kkkk.

Abandonei o navio, mas retornando os trabalhos. 

E de lá para cá o mundo deu duplo twist carpado.

não sei nem por onde começar ... 

Esta postagem ainda tem cheiro de ferrugem e de mofo, mas que sirva de empurrão para as próximas. 


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Passageiros 2017

        Leia apenas se realmente assistiu o filme (contém mínimas pitadas de spoiler).

         Não tenho propósito de fazer uma resenha completa  ou críticas sobre o filme, mas teve uma cena que me chamou atenção e que é a justificativa desta minha escrita.


         O momento é quando Jim está tão sufocado com a solidão que ele vai de encontro com o traje espacial e o abraça. (Acredito porque o próprio traje aproxime-se de uma dimensão mais real de um humano).

                                             
                    



 Daí algumas interpretações ...

             
           É  a partir deste momento em que podemos perceber a importância das nossas relações sociais, por mínimas que elas sejam. Jim encontrava-se sem nenhuma presença física humana, mas rodeado de super instrumentos tecnológicos fantásticos, entretanto falta-lhe algo: O contato com um ser realmente humano.
         Da mesma forma, nós nos encontramos em alguns de nossos momentos atuais  de frente com um aparelho celular, PC, tablet ... E esquecemos das conversas reais e mais próximas. No fundo somos dependentes do contato humano. 




O tic tac não espera por ninguém ...
Nesta vida estamos apenas de passagem ... 
Logo, nossas relações também são passageiras.

                                                                                                                                 Carpi Diem !!!





sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Dispensar-se da cor?

       Faço parte atualmente do curso de especialização em Educação, pobreza e Desigualdade Social (UFRN) e fazendo a minha leitura do material disponibilizado para o módulo II, intitulado "Pobreza, direitos humanos, justiça e educação" , mais especificadamente no infográfico referente a linha histórica dos direitos humanos, constatei uma informação que (sinceramenre) tive que dá o print e dizer: Preciso compartilhar no blog!
   Sei que estudamos por vários períodos nas escolas sobre a barbárie que foi a escravidão no Brasil (país que mais importou negros escravos e o que mais demorou em abolir a escravidão), mas algo que li hoje que professor nenhum meu fez referência. ( Por gentileza, caso eu seja a única a não ter tido o acesso a  tal conhecimento, perdão!)

** Leia abaixo o trecho do material que dei o print: 

                                                       É isso mesmo produção ?

                                                  "Dispensa dos defeitos de cor?" 

     Século XIX, sociedade burguesa , aristocrata, escravocrata, enfim todos os atas cruéis... Posso até está entrando no conto anacrônico , de julgar um tempo com sentimentos e ideias atuais, mas difícil de aceitar e acreditar numa sociedade que impõe a negação de uma identidade do outro. 

Mas eu leio , leio e imagino a situação: 

                                         -Ei desisti de ser negra quero pedir dispensa !

     Dando F5 para atualizar as minhas sinapses nervosas  e shift + del para essa realidade, mas infelizmente quantas crianças , jovens e mesmo adultos hoje (em pleno século XXI) não estão se dispensando da sua negritude para incorporar padrões e estilos europeus ? Trabalho numa realidade com crianças e vejo meninas querendo alisar o cabelo para ficar parecida com  a Barbie girl .

                 Enfim fica ai minha indignação ao século XIX e XXI também !! Como também a minha descoberta histórica nada agradável aos meus olhos, e ai Brasil? 

                       Sim... Antes de sair no carnaval cantando a marchinha abaixo: 
            Analise, perceba, critique, conheça. Há elementos racistas (A La Brasil) contido ai! 
"O teu cabelo não nega mulata
porque és mulata na cor
mas como a cor não pega mulata
mulata eu quero o teu amor"

 (Composição: Lamartine Babo, Raul e João Valença) 



                           Semidia Lopes
                      
Para saber mais sobre essa dispensa de cor:

 Acesse o link: https://blogdojuarezsilva.wordpress.com/2012/04/24/a-dispensa-do-defeito-de-cor-ou-a-origem-do-negro-de-alma-branca/

<"No Brasil, tal concepção foi  praticada efetivamente e até oficializada na época da colônia e  mesmo  já no império,  pois o negro (preto ou miscigenado)  que tivesse alcançado por qualquer caminho o status de livre e condições acadêmicas suficientes para assumir postos de proeminência social ( em especial no clero), deveria peticionar e assinar um documento chamado “DISPENSA DO DEFEITO DE COR”  no qual ele “pedia” oficialmente que não se levasse em consideração sua cor e origem pois era totalmente assimilado aos valores civilizatórios eurocêntricos, aos  “bons costumes”, aplicado aos estudos e ao trabalho (em contraposição à imagem preconceituosa sobre e  “lugar-social” esperado do “negro comum”) ; ou seja, apesar de negro declarava oficialmente ter ‘alma de branco’"> (Extraído do link disponível acima)




segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Visionário?

Lira Itabirana

I

O Rio? É doce.

A Vale? Amarga.

Ai, antes fosse

Mais leve a carga.

II

Entre estatais

E multinacionais,

Quantos ais!

III

A dívida interna.

A dívida externa

A dívida eterna.

IV

Quantas toneladas exportamos

De ferro?

Quantas lágrimas disfarçamos

Sem berro?

Drummond, 1984.



Uma tragédia já anunciada ... 

sábado, 14 de novembro de 2015

Morreu de fome?


Notícia de Jornal
Crônica de Fernando Sabino



Leio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca, trinta anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centro da cidade, permanecendo deitado na calçada durante setenta e duas horas, para finalmente morrer de fome.

Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos de comerciantes, uma ambulância do Pronto Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem, que acabou morrendo de fome.

Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que o caso (morrer de fome) era alçada da Delegacia de Mendicância, especialista em homens que morrem de fome. E o homem morreu de fome.

O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Médico Legal sem ser identificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome.

Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homem caído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa – não é homem. E os outros homens cumprem seu destino de passantes, que é o de passar. Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome, com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens, sem socorro e sem perdão.

Não é de alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveria de ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome.
E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu de fome, diz o jornal. Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome, pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senão remover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outros homens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome.

E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição em plena rua, no centro mais movimentado da cidade do Rio de Janeiro, um homem morreu de fome.
Morreu de fome.
(SABINO, 1997, p. 39-40)


➡ Ótimo texto para refletirmos sobre a estática naturalização aos esteriótipos de uma sociedade que por conviverem com tanta injustiça, desrespeito e desigualdade acabam "marchando" para o mundo do insensível.

domingo, 2 de agosto de 2015

Gritaram-me NEGRA ..

.


Perfeita performance do poema  de <Victoria Santa Cruz>

#IdentidadeBrasil!


"Alisei meu cabelo,
pus pó-de-arroz na cara,
e em minhas entranhas retumbava a mesma palavra
Negra! Negra! Negra! Negra
{...}
E de que cor?!
NEGRO
E como soa lindo!
NEGRO
E olha esse ritmo!"

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Sem fazer uso de palavras ...

Bem que este comportamento do eleitor poderia servir de exemplo para a atualidade ..
O Sapateiro Eleitor / Charge de Rafael Mendes de Carvalho- 1840. 

sábado, 20 de setembro de 2014

E no "buzão" ... lá vou eu!!

"O espaço é curto quase um curral na mochila amassada uma vidinha abafada" (O Rappa)



E se não fosse ele o que seria? Uma carona amiga?Ah! Pegar um buzão em plena hora de "pico" é esta sendo forçado a enfrentar um teste de humanidade. Na parada, a espera de um milagre,Ops do ônibus.
No track track da catraca (uma pequena pausa aqui para enfatizar o assalto combinado da tarifa do serviço, sem direito a B.O)  pensa-se: Lá vem mais um, quero saber onde vai caber tanta gente?!! E ai é um congestionamento de bolsa, mochila, sacola, pasta ... Enfim de gente! E as conversas que se desenvolvem dentro daquele recinto? Dá para ficar sabendo de tanta história... qualquer coisa um aparelho mp3, celular e fone "asfixia" aquilo que não é de interesse coletivo e segue a estrada (quer dizer o  congestionamento, sendo que este é do lado de fora). 
E nas despedidas de rostos desconhecidos chega-se ao destino ... "VAI DESCER MOTORISTA ..."
E amanhã é só mais um novo recomeço ...

Por Semidia Lopes






sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Aquela velha e boa nostalgia ...

 *Nostalgia: "Saudade de alguma coisa, de uma circunstância já passada [...]"

"
Atenção Creuzebek Ao toque de quatro ja vai Já, já, já, já vai..."

Minhas preocupações eram outras e bem mais simples:  Se a fita do nitendo iria pegar, caso contrário uma assoprada daria o jeito e, assim Mário Bros, Street Fighter, Top Gear  e outros tantos volumes faziam a tarde, a minha e de outros primos (Ah! o prol coletivo ... brigas e brigas: - quem é agora? Sempre tinha um sujeito que madrugava para pegar o 1º lugar da fila). 
Depois apareceram outras:  Se o meu tamagotchi iria sobreviver quando chegasse em casa no pós escola... 
Como ficaria minha voz se eu ... hum ... fita TDK inserida no velho gravador, se não curtisse... [grava por cima],  pena que fiz isso na fita de minha mãe , desculpa aew seu Roberto Carlos.
                                       Hakuna Matata é lindo dizer ... 
Ligar a Tv e ... vai começar:  Tv Colosso, Bom dia & Cia, TV Cruj  com seus desenhos: The Get Along Gang - Nossa turma, Família dos Dinossauros (quando ouvia o "querida cheguei" já tinha que esta ao menos na sala) , Doug- "sou eu" e o danado do Homem codorna, Codorna? srsrsrsr ... Pateta e Max a turma que é de + amigos de fé Ehhhhh, Ah ... Glub Glub com os atrapalhados Zeca e Joca ( e aquela música de fundo, pararã Pam, parãrã Pam...), o mUndo Fantástico de Bob --- Tio Tedddddddddddd rsrsrsrs o [figura ]

Era muita preocupação , o stress nem sonhava em aparecer kkkkkkkk ... E ainda tinha aquele cara do mercadinho Seu Fulaninho com aquelas tentações:  babalu, ping pong, ploc ploc >> Chocolate Supresa, chocolate em formato de grada-chuva, Xaxá, Pirulito zorro, Kinder ovo , o picolé a 0,10 centavos . Na época que um real valia muito <<<

Finalizando aqui , mais tinham mais >>>>


"Eles se saudam, eles se saudam  e se vão ;;; Fui :)

E ai qual a sua nostalgia?? 

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Pegando uma Onda na Leitura

Much Better Now (2011) 



"Muito melhor agora" ... Este curta metragem (sintetiza quais mundos podemos viajar com a leitura ... E não ser apenas um marcador estático preso nas páginas, pelo contrário faça-o percorrer."Quem lê viaja", diz o bom e velho jargão e  por estradas  ainda desconhecidas e que a cada chegada permite novos caminhos.   
#ALeituraNutreaInteligência



Direção: Philipp Comarella, Simon Griesser  
Pais de origem: Áustria 



sábado, 23 de agosto de 2014

Acabou a energia e agora José?

"[...] A luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou [...]" (Drummond)
   
A bateria do celular já estava em seu fim, a televisão desligou-se bem na hora do melhor programa, o  download no PC não tinha sido concluído , a caixa acústica do som a pilha estava com defeito... Instaurou-se um caos silenciado após a pergunta: O que fazer? O único som natural que se ouvia era a do incansável grilo com sua música monotônica ... As velas foram acesas , na rua escutavam-se os vizinhos saindo de suas casas indo até as calçadas dos conhecidos, os que tinham coragem de ficar conversando sobre a falta de energia, entre outros assuntos puderam vislumbrar a luz da lua que apesar de ser emprestada pelo reflexo da luz do sol clareou o palco das histórias que ali se firmavam, sem falar nos pequenos cristais das estrelas ... 
Semida Lopes

Este pequeno texto é de minha autoria, com um único empréstimo do poema  de Carlos D. de Andrade iniciando o texto ... Enfim com o nosso costume de esta arrodeados pelos benefícios dos meios tecnológicos fica complicado quando tudo de repente  paralisa ... E com celular descarregado , então? Essa pequena situação deve ter sido vivenciada por muitos ... E assim volta-se naquela velha roda de conversas que ora foi distanciada pela entrada de outros aparelhos que muitas vezes nos deixam isolados.   

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Contação de História



Hoje tive o imenso prazer em ouvir uma contação de história no Evento que esta acontecendo na Universidade Federal do Rio Grande do Norte da 2ª Jornada Nacional de Alfabetização com autor  Celso Sisto (PUCRS) que com o seu tom harmonioso fez-me levar no mundo imaginário da literatura , com a história da A Bruxa Salomé. A sua entonação durante a contação faz o ouvinte deleitar-se nos caminhos das palavras da história. Aos educadores é uma forma de perceber  o quão é importante enlaçar o aluno no universo imaginário que a literatura possibilita, o jogo lúdico implícito nas palavras,  os jogos semânticos que se estabelecem, enfim. E para isto é necessário que antes de apresentar uma boa leitura aos pequenos, o professor seja um bom leitor, contador e encantador de histórias. Amanhã haverá um minicurso ministrado por Sisto: ”Contar História para pequenos ( E grandes!) Leitores” Qualquer novidade postarei aqui ...


Link do site do autor mencionado: http://www.celsosisto.com/

terça-feira, 19 de agosto de 2014

O mar ...

O Senhor Antônio Gonçalves da Silva* com sua simplicidade poética descreve   a beleza do grande mestre Mar:  "[...] De longe oice o barúio das água se arremexendo [...] É o grande açude de Deus, Tão grande que faz espanto que mêrmo sem tê parede, nunca sai daquele canto. E ali firme e seguro, eu inté garanto e juro como a tá de inspetoria não faz um daquele jeito, e Deus tarvez tenha feito em meno de meio dia." {Trecho de Vou vorta. Cante de lá que eu canto cá,1978} Mais conhecido como Patativa do Assaré* , um poeta lá da região do Ceará que traz nas suas palavras a identidade cabocla. 
Brasileira- Entalhe em  madeira- by João Vianey

O Hoje!

Foto acervo do site <onebigphoto>
"[...]Em certos dias o Sol tocava trombeta a fim de reunir todos os vermelhos e ouros do mundo para a festa do acaso."[Trechos extraídos do livro de Monteiro Lobato - A chave do Tamanho]


 A festa das incertezas do presente momento. - Chamado Hoje - {Agora}. Dos acontecimentos despercebidos que a nossa rotina embaça... Faz-se   necessário limpar os olhos para perceber as sutilezas que o dia nos deixa de presente. #Desembrulhe&Contemple 


                 Por: Semidia Lopes

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O Nosso Eca!!

-Joga isso fora menino, isso é LIXO!  joga ai no chão. Um simples ato pode transformar ... Passando por entre as ruas de minha cidade (Natal-RN) deparei-me com esta imagem abaixo, um morador de rua juntando o  nosso "Eca" transformando-o em moradia, uma sub moradia, mas é o seu lar , o aconchego de todos os dias que  confronta com um  plano de fundo erguido de  altos concretos.  
Arquivo pessoal